sábado, 26 de maio de 2007

Cartola

Um bom filme reacendeu... reacendeu, não, pois nunca se apagou... Vejamos. Um bom filme trouxe de volta o foco a um amor incondicional e até desmedido pela obra de Cartola.

Costuma-se dizer, e com razão, a partir de seus álbuns dos anos 70 (seus únicos), que o mestre Cartola revelou-se o melhor intérprete dele próprio. Pois aqui está o agora onipresente Cartola a desafiar minha tese de que não há homens que cantam tanto quanto mulheres. Ouvindo o mangueirense neste computador, eu agora deveria estar escrevendo sobre outras coisas. Tenho compromissos a cumprir, mas como não vir aqui ao blog pra falar do Cartola? No filme, que ainda deve estar em cartaz, há pelo menos duas cenas em que não dá pra segurar o rojão e a gente lembra que é ser humano, mortal. Em uma delas, o mestre ao violão cantando "O mundo é um moinho" para o pai, num momento da vida que era de tropeço, de puro revés --torço tanto para eu estar enganado, e para que tenha sido um momento feliz! Em outra, planos do cotidiano carioca e do adeus servem de clip para a gravação de "O inverno do meu tempo". As imagens parecem um caleidoscópio através da água nos olhos, porque, citando Vinícius e Toquinho, "você pode estar certo que vai chorar".

2 comentários:

Edu disse...

É isso aí Cadinho, legal o seu texto.... Cartola é demais !!
Abraços.


e lembre-se: "essa cor é de vermelho... " rs

Sérgio Alpendre disse...

gênio total.