sábado, 3 de fevereiro de 2007

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Mineiro coadjuvante, Fredson protagonista. Oh, vida!

O título acima é até um bocado benevolente! Pobre Mineiro... será coadjuvante, quando não figurante, na Liga Alemã, que por sua vez é coadjuvante no mundo.

Até nosso humilde cenário futebolístico, com seu nível técnico nota 4,25, pra mim tem mais representatividade, maiores clubes (falidos, mas gigantes) e mais vida que o certame que disputa o Hertha Berlim. Rico Mineiro... vai ganhar mais grana lá. Nada mais.


Para se ter uma idéia da importância desse jogador, a primeira ação estratégica do Internacional para vencer as finais da última Copa Libertadores foi tirar Mineiro de combate com falta desleal, tarefa que coube ao volante Edinho, executada logo aos três minutos da primeira partida. E Mineiro é tão insubstituível, e tão aguerrido, que ainda atuou as duas partidas inteiras com a séria contusão, e quase venceu!

Quem será protagonista agora, no lugar do Mineiro, é Fredson. Em um clube protagonista em tudo o que disputa, realidade diferente do Hertha. É ou não é de lascar?

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Queen... Simplesmente Queen.

Se há algo, em música, que me faz esquecer completamente, por momentos, meus amados e idolatrados anos 50 e derivados (ou seja, a era do Rock & Roll), este é o Queen! Na picape está rolando agora Jazz, o álbum de 1978. Que arregaço! Sem piedade!

Eu acabara de completar meus onze anos quando meu irmão ganhou o LP de Natal. Eu já o havia visto em lojas, mas parecia, para mim, como o "disco proibido". Afinal era um disco "de jazz", e jazz não era pra mim (!!!). Era para aqueles intelectuais que eu nem sabia denominar. Jazz era coisa antiga, não? E quando abrimos a capa, Freddie deitado sobre o piano, Brian (desde sempre um ídolo) acenando a certa distância. Nos outros dois, nem reparei no começo. Daí vinha aquele papel rosa choque, com as mulheres peladas em bicicletas. No Natal da família... Que disco maluco! Freddie, que canta tão bem, entra arrasando, mas é num tema das Arábias em "Mustapha"... Foi meio difícil acostumar. Até certo dia, não sei quando, ele foi pra mim um álbum apenas bom. Eu não o entendi tão bem de primeira. Como não entendi de prima o porquê de um disco que não era de jazz chamar-se Jazz -- e não entendo muito bem até hoje, a não ser pela imponência e qualidade estética do nome.

Décadas e meia depois, posso afirmar que não há, no mundo, música melhor do que a que sai desses sulcos. E que não há no mundo encarte de disco melhor que o pôster das "fat bottomed girls" prontas para uma "bicycle race", temas que se entrelaçam nas canções com esses nomes. Jazz é tão escancarado! Acredito que o seja mais do que qualquer outro do Queen. Tem tanto feeling nele, digo aquele feeling à mostra, não interior. Digo feridas expostas. É tanto disso que ele é quase americano. Mas ainda assim é inglês, porque os cuidados com a elaboração, com a sofisticação, estão muito mais presentes aqui do que nos outros discos tão sentimentais quanto este de outros artistas (excetuando-se, claro, a música erudita, que é outro mundo). A temática é explorada com o coração aberto, não há pudor e não há falsidade. "Jelousy" é uma canção quase impossível, pelo tal escancaro: nenhum outro inglês... Mas Freddie é de Zanzibar, Tanzânia... Então nenhum inglês... Nenhum! E a lírica é perfeita, irresistível; poética até nos momentos chulos (aí a Inglaterra, a Europa). "Queimando pelos céus. 200 graus, por isso chamam-me Sr. Fahrenheit!", canta Freddie Mercury, como ele mesmo escreveu em "Don't Stop Me Now".

Todos compõem obscenamente bem no Queen. John e Roger, com autorias menos freqüentes, só dão tiros certos, embora às vezes curvos, sempre belos ou extravagantes. Brian é como Freddie: ora safado; ora delicado. Um dos grandes caras da guitarra elétrica.

Valei-me! More of that Jazz, sempre!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

É por essas e outras...

O Locutor Bilíngüe

...Que a gente sabe que a vida foi feita pra ser de alegria. Esse locutor de rádio, destilando seu inglês neo-shakespeareano de Oxford, é o mensageiro da felicidade!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Por que tão poucos conhecem os Jesters?

JESTERS OF DESTINY
FUN AT THE FUNERAL

Dimension Records (Metal Blade), EUA, 1986


Jesters Of Destiny, essa curiosa banda californiana. A eles foi dado o rótulo “alternative metal”, bem antes de isso virar um sub-gênero. Por quê? Eles não se encaixavam em nenhum gênero em particular, nem no hoje clássico heavy metal de sua época e do selo Metal Blade (que os havia lançado em sua série Metal Massacre com a faixa “End of Time”, presente aqui). Também não fariam parte da cena hard-rock de L.A.: sua inquietação excedia, de longe, aqueles limites. Além do mais, as composições, apesar da cara pop, eram quase todas inviáveis no rádio, até pelos tímidos elementos progressivos, com exceção para “Diggin’ That Grave”, faixa de abertura deste LP. Um disco pouco sujeito a rótulos. Nem mesmo o estilo que, anos mais tarde, viria a se chamar “alterna-metal” e suas variações têm ligação com o som dos Jesters.
Após Fun at the Funeral, eles lançaram um EP só com covers, In a Nostalgic Mood (grande título), também antes de essa prática ser moda, e debandaram, deixando ainda um segundo álbum não-lançado.

Fun at the Funeral ficou como testamento definitivo dos Jesters, um álbum sem paralelo em sua época. Aliás, sem época. Talvez por isso naufragou comercialmente, servindo apenas aos felizardos ouvidos de uns poucos aventureiros do rock pesado.

Para ouvir Fun at the Funeral, baixe os mp3 da edição em CD, em duas partes:
http://rapidshare.com/files/10123647/Jesters_of_Destiny_-__1984__Fun_at_The_Funeral_-_album_e_arte.rar
http://rapidshare.com/files/10280972/Jesters_of_Destiny_-__1984__Fun_at_The_Funeral_-_bonus_tracks.rar
Obs.: Apesar de os nomes dos arquivos listarem 1984, o álbum é mesmo de 1986. Ah... Quem se importa, afinal? Seria um estranho no ninho em qualquer época!

domingo, 24 de dezembro de 2006

É hora de reflexão... à mesa

Sim, meus amigos, é Natal! Tempo de reflexão, de pensar naquelas resoluções, na compreensão, em só fazer o bem e tudo o mais que a gente vai esquecer pouco depois, na correria da nossa vida louca.

Sentemos, pois, à mesa, irmãos, entre os familiares e/ou amigos queridos e enchamos nossas barrigas sem dó nem piedade. Daqui até primeiro de janeiro, meu irmão, não existe dieta (a não ser, é claro, aquela que seu médico receitou pra você poder comer mais depois) nem regime (aliás, que palavra horrenda em todos os seus sentidos!) que lhe possa segurar! Depois a gente pensa no estágio da barriguinha. Agora, salve-se quem puder!

Feliz Natal!!!

Ufa!

Foi por pura falta de tempo que não postei nada nos últimos dias.

Sexta, 22/12, dei uma canja monster em mais um show do Golpe de Estado, desta vez no Café Aurora, apresentação que marcou a volta do vocalista Kiko Müller ao seu posto, completamente recuperado de bem-sucedidas cirurgias e cantando ainda melhor. Mil abraços aos Golpistas e a certeza de que não vou esquecer as noitadas de boa música, alta e pesada, em que contribuí no espetáculo dessa banda-símbolo. A Kiko, Nelson, Paulo e Hélcio, e à nação de fãs do Golpe, meu muito obrigado.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Abraços ao Golpe de Estado

Golpe de Estado no Novo Aeon Rock Festival, último sábado, 9/12. Quem esteve no vocal nessa data? Eu, substituindo o vocalista do Golpe, Kiko Muller, que em muito breve estará de volta à ativa, superando problemas de saúde. As fotos são do Comandante Fausto Oliveira, de www.golpedeestado.com.br , que acompanha a banda, documenta os shows e me deu a maior força nessa epopéia golpeana.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Crazy Legs Rockabilly Trio

De capa de chuva, daquelas de estádio de futebol, chegou para me visitar Sonny Rocker, contrabaixista de nível internacional de uma banda idem. Sonny é um cara realmente singular, uma dessas figuras que têm seu próprio mundo, com quem a comunicação às vezes parece difícil mas revela uma personalidade das melhores, e com tanta naturalidade que nem ele sabe disso. Trouxe, sob o temporal que castigou Sampa ontem, uma novidade tão aguardada que já era quase íntima: uma bolacha, ou seja, um disco de vinil com sua música, novo lançamento do Crazy Legs. E que disco! E que música! Crazy Legs Rockabilly Trio, um EP de 7 polegadas, foi prensado em vinil vermelho, com selo que homenageia a Sun Record Company de Memphis. Vem embalado em uma capa muito bem elaborada, com direito a HQ do Baraldi e letras de músicas na parte interna. "Hellish Chick" e "Picture in My Wallet" são os primeiros registros de autoria do trio atual e, espero, definitivo. "Women and Cadillacs" e "Ring, Ring, Ring" são as covers da vez. As quatro faixas do EP têm todas as qualidades (incluindo os clichês) que se espera de um bom rockabilly, e aquele algo mais que se espera do Crazy Legs. A cozinha (baixo e bateria), com Sonny e McCoy, é perfeita. E Caio "Carl Horton", para quem queria duvidar, canta e toca o rockabilly com propriedade, tanto em disco quanto ao vivo.

Belíssima produção. E que venham outros, Crazy Legs... Que venham muitos outros!

sábado, 2 de dezembro de 2006

Golpe de Estado com Ricardo Alpendre em única apresentação

É... Sabadão, 9 de dezembro, emprestarei minha voz e prestarei minhas homenagens ao Golpe de Estado no show que a banda fará no Novo Aeon Rock Festival. O vocalista do Golpe, Kiko Müller, recupera-se de cirurgias e em breve estará de volta aos palcos. Agradeço ao Golpe de Estado e ao enviado especial Nelson Brito por valorizarem meu trabalho a ponto de me convidar para subir ao palco com eles e interpretar as músicas dos mais de vinte anos de carreira da banda.

Boa recuperação ao Kiko e boa sorte pra mim nessa nobre e bem-vinda missão.

Novo Aeon Rock Festival
Local: Chácara Paineiras
Rua Cortegaça, 100, Pq. Independência (próximo ao posto Texaco)
Zona Sul São Paulo-SP
Início: 16:00
Abertura - Bandas: Boca de Valores, NervoChaos, Corus S.A. (Deep Purple Cover) Arquivo, Savana, Noturnos SL, Matilhas Blues, Os Parangas, Face a face, Correria, Impacto Metal, Under Hell, Dinasty
Informações: http://www.novoaeon.net/ ou (11) 5666-8322 / 7252-5934
Ingressos antecipados no Consulado do Rock e Cristal Bar (Itap. da Serra)
Ingressos Promocionais para motociclistas com Brasão
Entrada: Antec. R$ 12,00 - Na porta R$ 15,00

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Mais vídeos com os AeroRockers

Aí há mais vídeos de rockers brasileiros:

http://www.youtube.com/watch?v=5vaLHjlbYuI
http://www.youtube.com/watch?v=8p_aMZlu4Ag
http://www.youtube.com/watch?v=C3U9Vm93fjY

Rock, rock , rock!!!

Divirta-se

AeroRockers - Mónica e Silvio

Isto é o que eu chamo de Rock & Roll. A gravação de "Twenty Flight Rock" da discotecagem não é uma das originais de Eddie Cochran (feitas em 1956 e 57), mas resolve o assunto e serve de trilha para o absoluto show de meus amigos Mónica e Silvio, irmãos Medeiros. A ocasião era um concurso (que venceram), mas eles fazem tudo isso mesmo quando estão à paisana!

Garotos e garotas, "Rock & Roll" é um termo que, seja referente ao que se faz entre quatro paredes, ou referente à música, quer dizer movimento do corpo, e é o que se vê aqui. É ou não é, Alan Freed?

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Cinema: A OPINIÃO DE QUEM NÃO SABE NADA

Em diálogo, eu e Sérgio Alpendre, meu irmão e crítico de cinema particular:

Sérgio: Aonde você vai?
Ricardo: Cinema.
S: Assistir o quê?
R: Não sei.
S: Como? Vai ao cinema e não sabe que filme vai ver?
R: Ah, Sei lá, filme é tudo igual. (É claro que era uma provocação ao cinéfilo.)
S: Assiste Os Infiltrados.

Segui o conselho do crítico e deu certo. Os Infiltrados é um filmão. Também, é do Scorsese. Se soubesse antes que é do Scorsa, e ainda mais com Jack Nicholson, até eu, que sou aquele que não sabe nada de cinema, não teria dúvidas em escolher.

Morumbi rrrrrrrocks!!!

Campeão Brasileiro 2006.

Duas rodadas de antecipação, hein?

Ilsinho foi um terror pros adversários. Mineiro é craque. Josué, um gigante. Para o primeiro tempo, 1 a 0 foi pouco: cabia mais. Mas Muricy aplicou um raro nó tático em si mesmo e o segundo tempo foi de lascar. São Paulo 1, Atlético-PR 1. Ficou a sensação de que tivemos piedade, anestesiados com a conquista que já não escapava mais.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Luizinho e Seus Dinamites

Eles não foram os primeiros, não foram pioneiros do rock nacional, mas seu único LP, Choque Que Queima, de 1964, é o que há de melhor em termos de rock & roll. No repertório, só versões, a maiora de músicas dos primeiros álbuns de Cliff Richard, e material dos Shadows e Ventures. Ainda assim, sem qualquer material realmente autoral, esses garotos cariocas fizeram um trabalho riquíssimo artisticamente --dentro, é claro, das limitações que nós, do rock, sabemos aceitar. Porque simples não significa "pobre", certo? Baixe a edição em CD, já fora de catálogo, com faixas bônus (extraídas de um compacto de gosto duvidoso). Delicie-se.

That's real Rock & Roll, baby!!!
http://rapidshare.com/files/3609988/Luizinho_e_seus_Dinamites.rar.html

sábado, 11 de novembro de 2006

São José do Rio Preto

A saga continua... Desta vez na nossa querida São José do Rio Preto, TOMADA e CASCADURA, terça-feira 14/11, véspera do feriado, a partir da meia-noite rockeando no Vila Dionísio!!!
Vila Dionísio é o fantástico bar das cervejas incríveis, referência nacional, quiçá mundial (hehe!) em variedade de cervejas. Até eu, que parei de beber pra ficar mais louco, fico admirado!
A noitada começa cedo, às 21h com o pop rock acústico do Estado Novo.

O Vila fica na Av. Bady Bassit, 3961.
Entrada: R$ 12,00 (homem) e R$ 6,00 (mulher)
www.viladionisio.com.br

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Rock'n'Roll hoje no Outs

Nesta sexta, 10/11, Cascadura e Tomada tocam no palco do Outs, com o rock & roll a mil.

10.11
Bandas: Cascadura e Tomada
DJ's: Valentim & Tati (Residentes) + Dj Convidados: Saulo, Rafa, Fabian
Horário: A partir das 23:00
$$$: Eles - R$ 10,00 / Elas - FREE Censura: 18 anos
Quem se cadastrar no site do Outs http://www.clubeouts.com/ tem desconto na entrada.
Outs: Rua Augusta, 486, São Paulo. Tel: 3237-4940

Vamos entrar na comunidade do Tomada: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=134091

Cascadura, pra quem não conhece, é uma espetacular banda baiana de rock'n'roll! Estivemos juntos anteontem, quarta, e comemoramos a grande apresentação do Cascadura no Programa do Jô, que eles haviam gravado naquele dia logo após desembarcar em Sampa, vindos da Boa Terra.

sábado, 4 de novembro de 2006

Canto do Crooner

Pois é... O nome já diz tudo. Está no ar o Canto do Crooner.